Quanto Custa um Sistema para Delivery? Preços e o Que Avaliar em 2026
Comissão por pedido ou assinatura mensal? Guia de 2026 com contas em reais, o que deve vir no preço e como escolher um sistema sem taxa por pedido.
Por Equipe Peddiu · Especialistas em Gestão de Restaurantes
Gestão12 min de leitura
Antes de contratar, todo dono de restaurante faz a mesma pergunta: quanto custa um sistema para delivery? A resposta depende menos do valor da mensalidade e mais do modelo de cobrança. Um sistema barato que cobra comissão pode sair muito mais caro que uma assinatura fixa. Vamos esclarecer.
Este guia compara os dois modelos com contas em reais, lista o que precisa estar no preço, aponta erros comuns na contratação e fecha com um checklist para decidir nesta semana. Sem tabela mágica de “o mercado cobra X”. Com a conta da sua operação.
Os Dois Modelos de Cobrança
Comissão por pedido
Você paga um percentual de cada venda. Parece barato quando o movimento é baixo, mas quanto mais você vende, mais paga. O sucesso da sua operação aumenta o custo.
Esse modelo aparece em marketplaces e em alguns softwares que “só cobram quando você vende”. A lógica comercial é clara para quem está começando: se não tem pedido, a taxa some. O problema aparece no crescimento. O mês bom vira o mês mais caro. A comissão come exatamente a fatia que você precisava para pagar equipe extra, embalagem e motoboy.
Comissão quase nunca vem sozinha. Some taxa de pagamento, plano de destaque, serviço de entrega da plataforma. O percentual da vitrine e o custo total do pedido não são a mesma coisa. Some taxa de pagamento, destaque e entrega para ver o pedido depois de tudo, não só depois do percentual de propaganda.
Assinatura mensal fixa
Você paga um valor fixo por mês, independente de quantos pedidos fizer. Quanto mais você vende, menor o custo proporcional por pedido. É o modelo que premia o crescimento.
A assinatura compra a ferramenta: cardápio digital, portal, pedidos, cozinha, entrega. Não compra a vitrine de um marketplace. Por isso os dois papéis não se misturam. Marketplace é vitrine. Sistema próprio é operação e margem. Você pode (e em muitos casos deve) manter os dois.
Na Peddiu, a assinatura do Essencial começa em R$ 99,90 por mês, com módulos conforme a operação, 30 dias grátis e sem comissão por pedido. Há taxa única de implantação, fora da mensalidade, com valor conforme o projeto. Isso precisa entrar na conta do primeiro mês, não ser surpresa no boleto.
Por Que a Assinatura Costuma Valer Mais a Pena
Imagine um restaurante que fatura R$ 40.000/mês em delivery. Em um modelo de comissão de 12%, isso representa R$ 4.800 por mês só de taxa. Em um sistema por assinatura, o custo fixo é uma fração disso, e o restante fica no caixa.
Regra prática: quanto maior o seu volume, mais a comissão pesa e mais vantajosa fica a assinatura sem taxa por pedido.
Doze por cento já é um percentual “otimista” se você mistura comissão de marketplace com outras taxas. Mesmo assim, a conta ensina. R$ 4.800 por mês são R$ 57.600 no ano. Uma assinatura na casa de R$ 99,90, mesmo somando módulos e a implantação diluída, raramente chega perto disso. A diferença fica no caixa ou em melhor embalagem, mais motoboy no pico e cardápio com foto de verdade.
Mais três cenários ilustrativos
Volume menor. R$ 12.000 por mês no delivery, comissão efetiva de 20%. Taxa: R$ 2.400. Ainda assim, muito acima de uma mensalidade de sistema. Neste porte, a assinatura já se justifica se você tira do WhatsApp o retrabalho e ganha uns poucos pedidos que antes desistiam na fila. O ponto de atenção é outro: não desligar o marketplace. A vitrine ainda traz quem não te conhece.
Volume médio. R$ 25.000, comissão de 18%. Taxa: R$ 4.500. Se 30% desses pedidos migrarem para o canal direto, a comissão incide sobre R$ 17.500 e cai para cerca de R$ 3.150. Você economiza cerca de R$ 1.350 por mês nessa fatia, todo mês, e ainda paga a assinatura. O marketplace continua com R$ 17.500 de vitrine.
Nenhum desses números é previsão da sua casa. Troque pelos seus. Pegue o extrato do mês passado. Some o que foi para plataforma. Compare com R$ 99,90 mais os módulos que você realmente usaria. A pergunta “quanto custa” fica honesta.
Tem restaurante que olha só a mensalidade de R$ 99,90 e acha cara porque “o iFood é de graça para entrar”. Entrar é fácil. Operar só na vitrine é que tem preço. O sistema próprio não substitui o iFood da noite para o dia. Ele impede que cada pedido, para sempre, pague aluguel da prateleira.
O Que Deve Estar Incluído no Preço
Não avalie só o número da mensalidade. Verifique o que vem junto:
- [Cardápio digital](/solucoes/cardapio-digital) com QR Code e complementos
- [Portal de gestão](/solucoes/portal) com pedidos em tempo real
- KDS para a cozinha
- PDV e gestão de mesas e comandas
- Relatórios de vendas e clientes
- Suporte humano de verdade, não só robô
- Sem comissão por pedido
Cardápio digital precisa funcionar sem o cliente instalar aplicativo. QR na mesa, link na bio, pedido no navegador. Se o “sistema barato” exige app na mão do cliente, a conversão cai e você volta ao WhatsApp.
Portal e gestor de pedidos precisam receber salão, retirada e delivery na mesma fila. Senão você compra um módulo de delivery e continua com caderno no balcão. O KDS e a gestão de entregas só fazem sentido se o pedido já nasceu organizado.
Suporte humano pesa no terceiro sábado do mês, quando o cupom não aplica ou a impressora falha. Chatbot que responde “consulte o FAQ” às 21h não é suporte de operação.
Na Peddiu, o Essencial cobre o núcleo para vender. Módulos (cozinha, entrega, promoções e cupons, salão) entram sob demanda. Você não precisa pagar pacote gigante no dia um. Precisa saber o que está incluso para não comparar mensalidade de um cardápio isolado com a de uma operação completa.
Perguntas Para Fazer Antes de Contratar
Leve esta lista para a conversa comercial. Resposta vaga é sinal.
- O preço é fixo ou cobra percentual por venda?
- Tem taxa de implantação ou fidelidade?
- O suporte é humano e rápido?
- Existe teste grátis para avaliar sem risco?
- Todos os recursos estão inclusos ou são pagos à parte?
- O cliente precisa baixar aplicativo para pedir?
- Salão, retirada e delivery entram no mesmo painel?
- Posso manter o marketplace como vitrine e usar o sistema só no canal direto?
- Relatório mostra ticket, item e horário de pico ou só um total do dia?
- Se eu crescer 3 vezes o volume, o preço sobe junto ou continua a assinatura?
A pergunta do aplicativo é filtro. Cardápio no navegador reduz atrito. A pergunta do marketplace evita vendedor que empurra “desligue o iFood amanhã”. A estratégia saudável é vitrine mais canal direto, não ultimato.
Fidelidade longa com multa pesada merece pausa. Teste de 30 dias, como o da Peddiu, existe para a casa operar de verdade: um almoço, um jantar, um sábado. Demonstração de 20 minutos não mostra gargalo de cozinha.
Quanto Custa na Prática
Sistemas de gestão para delivery com assinatura mensal costumam começar na faixa de pouco mais de cem reais por mês, com composição conforme o que a operação precisa. Na Peddiu, por exemplo, o Essencial começa em R$ 99,90/mês, sem comissão por pedido, com módulos sob demanda e 30 dias grátis para testar.
Para não se perder no “a partir de”, monte o cenário da sua casa:
- Essencial: cardápio e venda no canal direto
- Módulo de cozinha, se o papel já não dá conta
- Módulo de entregas, se há motoboy próprio
- Módulo de salão, se há mesa e comanda
- Implantação única: setup, cardápio, treino. Valor conforme o projeto, fora da mensalidade
Some a mensalidade escolhida. Dilua a implantação em 12 meses se quiser comparar com comissão anual. Agora compare com o que você já paga de plataforma no mês. Na maior parte das operações com volume real de delivery, a assinatura é o item pequeno da conta. Comissão, CMV e entrega são os grandes.
Se você ainda anota no chat, leia como parar de receber pedido no WhatsApp. Se a comissão do aplicativo é o que aperta, leia como reduzir a comissão do iFood sem sair da plataforma e como vender sem iFood com delivery próprio. O sistema é a ferramenta. A estratégia é a mistura de vitrine e margem.
Como Decidir Nesta Semana
Segunda: abra o extrato
Some 30 dias de faturamento de delivery e o que foi para marketplace (comissão, taxa, destaque, entrega da plataforma). Anote o número num papel. Esse é o custo atual de vender.
Terça: liste o que a operação precisa
Cardápio digital, painel, KDS, entregas, salão. Risque o que você não usa. Compare planos pelo que sobra, não pelo nome comercial.
Quarta: faça a conta proporcional
Pegue a comissão do mês e divida pelos pedidos. Esse é o custo por pedido da vitrine. Compare com a assinatura dividida pelos pedidos que você pretende passar no canal direto. No começo o unitário da assinatura pode parecer alto porque o volume próprio ainda é pequeno. Ele cai quando o hábito cresce. Comissão não cai.
Quinta: teste o pedido de verdade
Abra o cardápio digital no celular, sem instalar nada. Monte um pedido com complemento. Veja se cai no portal. Se a casa tem mesa, teste o QR. Gere um QR Code se ainda não tiver display.
Sexta: uma regra comercial
Não desligue o iFood nesta sexta. Coloque o link na árvore de links e o QR na embalagem. A semana serve para começar o canal direto, não para apagar a vitrine.
Erros Comuns na Hora de Escolher
- Olhar só a mensalidade: R$ 0 de entrada no marketplace pode ser R$ 4.800 de taxa no mês
- Assinar ferramenta e continuar no WhatsApp: você paga duas vezes e não usa nenhuma direito
- Achar que sistema próprio substitui vitrine no dia um: canal direto precisa de divulgação. Marketplace ainda traz cliente novo
- Esquecer implantação: o primeiro mês não é só a assinatura. Pergunte o valor e o que está incluso no setup
- Comparar pacotes diferentes: cardápio avulso versus operação com KDS e entrega
- Aceitar comissão escondida em “taxa de transação” sem teto
- Não testar no pico: sistema bonito na terça fraca e lento no sábado não serve
- Não medir depois de 30 dias: se ticket, erro e fatia do canal direto não mudaram, o problema não era só o preço
Perguntas Frequentes
Sistema por assinatura não fica caro se eu vendo pouco?
Em volume muito baixo, pagar só quando vende parece confortável. O conforto dura até o movimento subir. Mesmo em volume modesto, some o custo de erro e fila do WhatsApp. Muitas casas descobrem que a assinatura de R$ 99,90 é menor do que um único fim de semana de retrabalho.
Posso usar Peddiu e iFood ao mesmo tempo?
Sim. Esse é o desenho recomendado. iFood como vitrine. Peddiu como loja própria, pedidos e margem. Sem comissão por pedido no canal direto.
O cliente precisa de aplicativo para o sistema valer a pena?
Não. Se o pedido exige instalação, parte das pessoas desiste. Cardápio no navegador é requisito, não detalhe.
A mensalidade sobe se eu fizer mais pedidos?
No modelo de assinatura da Peddiu, não há comissão por pedido. Você cresce sem o software ficar proporcionalmente mais caro. Módulos dependem do que a operação precisa, não da quantidade de sacolas.
Tem fidelidade?
Pergunte na contratação e leia o contrato. O teste de 30 dias existe para você operar antes de decidir. Desconfie de quem não deixa testar no sábado real.
O que a Peddiu custa hoje?
Essencial a partir de R$ 99,90 por mês, módulos sob demanda, sem comissão por pedido, 30 dias grátis. Implantação é taxa única à parte, conforme o projeto. O detalhe para montar o seu cenário está em planos.
Conclusão
A pergunta certa não é só "quanto custa", mas "como cobram". Um sistema sem taxa por pedido protege a sua margem à medida que você cresce.
Compare percentual com assinatura usando o seu faturamento, não a mensalidade isolada. Mantenha a vitrine. Construa o canal direto. Deixe o software como custo previsível, não como sócio invisível de cada sacola.
Veja o Essencial e os módulos da Peddiu, monte conforme sua operação e teste grátis por 30 dias antes de decidir.